
UM SONHO QUE VIROU REALIDADE: ESCOLA DA
PONTE
Juliane Vieira*
Karoline Giovanni*
Sandra Cortegozo*
sandra.cortegozo@hotmail.com
“Contei sobre a escola com
que sempre sonhei, sem imaginar que pudesse existir. Mas existia, em
Portugal... Quando a vi, fiquei alegre e repeti, para ela, o que Fernando
Pessoa havia dito para uma ,mulher amada: ‘Quando te vi, amei-te já muito
antes’...” (ALVES, 2001)
Em Portugal há uma escola em que não
existem turmas organizadas por idade ou escolaridade, lugar fixo ou sala de
aula. Os alunos, separados em pequenos grupos com interesse comum, reúnem-se
com o professor em grandes galpões e estabelecem programas de trabalho de 15
dias. Analisam o que aprendem e formam novos grupos.
É a Escola da Ponte. Revolucionária,
libertária, solidária, referência em todo o mundo quando o tema é
educação. Seu idealizador é o educador José Pacheco, que assim expõe:
“Hoje
é a melhor escola que Portugal tem. Aconteceu qualquer coisa não é? E essa
qualquer coisa é PERGUNTAR. Perguntar para COMPREENDER, para AGIR, para
AVALIAR e para MUDAR”.
A Escola da Ponte, de acordo com Pacheco, é
uma escola pública com estruturas e métodos diferentes das demais escolas.
Nesta não há séries, testes, turmas ou aulas, os alunos formam grupos de
estudos heterogêneos, independente de idade. Não há um professor encarregado
de um grupo, todos os alunos trabalham com todos os professores. Localizada
na Vila das Aves, cidade do Porto, uma das vilas mais pobre e discriminada de
Portugal, seu surgimento deu-se da vontade de criar uma escola que se
diferenciasse do modelo tradicional e que respeitasse as diferenças
individuais dos alunos.
Até 1976, a Escola da Ponte, fundada por Pacheco,
nada tinha de diferente das demais. Ela sofria com grandes problemas, como: o
isolamento dos professores em suas salas de aula com os alunos e seus
métodos; manifestações de exclusão escolar e social, no qual algumas crianças
com cultura diferenciada não eram valorizadas por suas experiências
socioculturais, outras traziam problemas de seus bairros carentes;
indisciplinas; e as instalações eram velhas, os banheiros nem portas tinham.
Os pais só eram chamados à escola para ouvir reclamações dos filhos ou para
ajudar financeiramente a instituição.
Pacheco salienta que, a partir do momento
em que se percebeu que o necessário era “ter mais interrogações do que
certezas”, o projeto da ponte cresceu, passou por obstáculos, mas
consolidou-se. Inicialmente se questionava: Por que as crianças não aprendem?;
Por que os pais não vêm à escola?; Por que os professores estão tristes?.
Conforme Pacheco relata, percebeu-se que havia respostas para todas as
perguntas. Também se questionava o porquê ter séries, diretor de escola,
prova, ciclo, aula, horário pré-definidos para as atividades. A partir destes
questionamentos, inicialmente buscou-se as respostas em livros, sendo
encontradas formas de substituições por outros métodos.
Todo esse processo gerou um trabalho árduo
e enfrentou muitos obstáculos. Contudo, seu idealizador é categórico ao expor
que a principal dificuldade encontrada foi promover o interesse dos pais e
trazê-los para a escola, já que não poderia ser feito mudanças sem a
participação ativa dos pais.
Foram estudados e adotados, como esclarece
Pacheco, vários autores e estudiosos, podendo ser destacados entre eles:
Paulo Freire, Piaget, Dewey, Montessori, Ferrer, Neil, Carl Rogers, Vigotsky,
Stenhouse, Agostinho da Silva, Rudolph Steiner, Freinet, e muitos outros.
Para o fundador da Escola da Ponte, grande
parte das ideias usadas na Ponte, é exemplos e herança cultural de pedagogos
brasileiros, que em algumas vezes são desconhecidos dos próprios professores
brasileiros. São estes alguns grandes pedagogos brasileiros e experiências
práticas que deram certo e deveriam ser conhecidas e seguidas:
·
Entre os bons exemplos, estão a
experiência de Anísio Teixeira e a Escola Parque, implantada em 1950, em
Salvador e no Rio de Janeiro;
·
As ideias e a obra de Tomás Novelino
(fundador do Educandário Pestalozzi);
·
O exemplo de vida de Anália Emília
Franco, a Grande Dama da Educação Brasileira;
·
Eurípedes Barsanulfo que, em
1907, inaugurou o Colégio Allan Kardec, primeiro colégio espírita do mundo;
·
O filósofo prático português, George
Agostinho Baptista da Silva, que radicou-se no Brasil de 1947 a 1969 e é um
dos fundadores da Universidade de Santa Catarina;
·
Paulo Freire que defendeu a educação
como forma de conquista de liberdade para os homens, entre outros.
Todos estes pedagogos e educadores têm em
comum a ideia de que a aprendizagem acontece pela prática. Ou seja, a
aprendizagem pela liberdade, em moralidade e autonomia. É a ideia central do
construtivismo, na qual o indivíduo constrói o seu próprio conhecimento e
sempre através da ação.
Professores
e alunos
Segundo o
professor José Pacheco, na Escola da Ponte os alunos aprendem todo o conteúdo
curricular ensinado na totalidade das escolas portuguesas. A diferença é que
isso é feito respeitando-se o ritmo de aprendizagem de cada aluno. Não há
turmas, nem aula expositiva do professor, também não há sala de aula e nem
paredes para separar um grupo de alunos do outro.
Pacheco relata que
os grupos são formados por afinidades e interesse de aprendizagem pelos
próprios alunos. São eles que decidem o que e com quem estudar. Os
professores estão lá, atentos e disponíveis para todos os alunos. Quando
um aluno não consegue respostas para um determinado trabalho, escreve no
livro “Preciso de Ajuda” e aguarda até que um professor o procure. Porém
antes de dar a resposta, o professor pergunta todos os passos dados até o
pedido de ajuda, para poder auxiliá-lo a alcançar os objetivos do
trabalho. As dúvidas e perguntas sem resposta da pesquisa em fontes
diversas e na
interação com os colegas poderão ser desvendadas no encontro do grupo com um
professor – a chamada
"aula direta". Trata-se de um encontro do pequeno grupo com o
professor, quando os alunos o solicitam.
Os professores só
poderão dar respostas se os alunos lhes dirigirem perguntas. Só participa do
encontro quem deseja. Expõe Pacheco que "Os professores da Escola da
Ponte fazem tudo com mais vontade, dão mais de si, pois sentem-se parte de
uma equipe, uma 'família'. E em família, as pessoas sentem-se amadas e há a
inter-ajuda”.
Os alunos da Escola da Ponte conhecem
a grade curricular da primeira a nona série, sem divisão, sem segmentação e
constroem o currículo subjetivo, não aprendem sozinhos, os mais adiantados no
conteúdo ensinam os que ainda sabem pouco e os professores são mediadores. Os
conteúdos são estudados em níveis de trabalho. Há três níveis de trabalho, a
iniciação, a transição e o desenvolvimento. A passagem de um nível para outro
segue o ritmo com que cada criança adquire as ferramentas necessárias para
passar de nível.
A escola segue a
filosofia do português Agostinho da Silva, quando defende que "os grupos
devem constituir-se à vontade dos alunos, para que haja coesão e entusiasmo
pelo trabalho, alegria criadora de quem se sente a construir um universo e
todos vamos ter que ser professores de todos e cada um dos que sabem um pouco
mais ensinará os que sabem um pouco menos". Somente na primeira fase – denominada de
"iniciação" – as crianças
convivem e aprendem nos mesmos espaços, mas sem levar em conta a faixa
etária. A partir do momento em que conhecem os mecanismos da escola, passam a
formar grupos pela vontade de estar no mesmo grupo, por critérios
afetivos.
Pacheco esclarece
que são os alunos que fazem o planejamento, estabelecem suas metas e
compromissos de estudo e pedem a avaliação no momento em que estiverem certos
de que sabem bem o conteúdo proposto naquele objetivo. Se não consegue chegar
ao objetivo por meio da pesquisa e na interação com os colegas, o aluno
registra o pedido de ajuda no "Tenho necessidade de ajuda" ou
"Posso ajudar em", espaços criados para incentivar a solidariedade
entre os alunos. Apenas após registrar e esgotar as possibilidades, o aluno
procura o professor. Quando estiver certo de que atingiu o seu objetivo
individual, o aluno registra no "Eu já sei" e pede a avaliação para
passar para o conteúdo seguinte. A passagem de um para outro objetivo é
indicada por um professor.
A qualquer momento
a avaliação acontece, ou seja, quando o aluno quer e sente que é capaz. E
isto acontece com a participação do professor. Como cada aluno é um ser
humano único dotado de um ritmo próprio, não há dois alunos sendo avaliados
numa mesma coisa e ao mesmo tempo.
Nesse modelo, o professor
prepara a lista dos conteúdos da quinzena. E, depois ,cada aluno distribui o plano para os quinze dias e
apresenta, diariamente, o plano de atividades do dia. Ao final, registra o
que conseguiu e o que ficou para trás, estabelecendo quando e como será
executado.
As reclamações e
sugestões relacionadas à escola são registradas nos computadores "Acho
Bom" ou "Acho Mau" espaços criados para que os alunos
vivenciem a democracia e aprendam a convivência cidadã. No “Acho Mau”, os alunos registram inclusive a
desaprovação ao tratamento dispensado pelos colegas, como apelidos e
comportamento. Nestes espaços e na conversa diária no final do dia, os alunos
criticam a escola e dão sugestões, num exercício diário de construção da
participação cidadã e democrática e da autonomia individual e coletiva.
Pacheco expõe que os pequenos crimes entre os
alunos, registrados no “Acho Mau” e não resolvidos pelo Grupo de Ajuda o qual
determina a penalidade, que, invariavelmente é refletir sobre o erro e tentar
ter consciência do que fez errado, são resolvidos na Assembléia. Nela, alunos
e professores reúnem-se e discutem juntos os problemas da escola e aprendem a
respeitar regras e a respeitar uns aos outros e a decidir o que é melhor para
todos. "Os alunos fazem tudo porque têm grupos de responsabilidades, se
não fizerem planejamento, não aprendem a planejar; se houver horários pré-estabelecidos,
não aprendem a gerir o tempo. São as crianças que definem direitos e deveres e os fazem ser cumpridos” (Pacheco).
As assembléias
semanais, o principal espaço de exercícios da liberdade responsável, são
presididas pela mesa eleita entre os próprios estudantes e discute-se tudo na
assembléia, este é, na visão de Pacheco, o momento máximo da vivência da
democracia e da cidadania. Desde os problemas da escola aos problemas do
mundo. Cabe à mesa diretora explicar as regras do estabelecimento para os
alunos da iniciação e garantir a oportunidade de participação e expressão
para todos.
Do comportamento
democrático, cortês e respeitoso ao relacionamento com os colegas e até mesmo
o castigo para os infratores, são temas da assembléia. Em assembléia,
aprendem a aguardar a vez, a expressar a opinião pessoal e discutir
fraternalmente temas polêmicos do dia-a-dia e debatem os problemas da escola,
redigem seus direitos e deveres. Ou seja, como explica Pacheco, aprende-se
democracia e cidadania praticando na própria escola.
O processo
de inclusão na Escola da Ponte mudou assim como a mesma. Seu trabalho com
crianças de necessidades especiais, antes era visto como mais um problema
para a escola. Contudo, hoje o trabalho pedagógico é inclusivo. De maneira
que não mais as rotulam como diferente ou como um problema e sim as veem como
um ser social. Em cada grupo de estudo há um aluno de inclusão, quando o
trabalho não pode ser acompanhado pelo professor, um outro aluno do mesmo
grupo as auxilia.
Reuniões
semanais com os pais
A
concepção e desenvolvimento de um projeto educativo de escola é um ato
coletivo e só tem sentido no quadro de um projeto local de desenvolvimento.
Um projeto consubstanciado numa lógica comunitária pressupõe ainda uma profunda
transformação cultural. (PACHECO)
Até 1976 os pais
eram chamados à escola, pedia-se castigo para o filho ou contribuições para
reparos urgentes, hoje os pais são chamados para participar da educação de
seus filhos. Todos os meses há reuniões, aos sábados à tarde, porque há muito
a explicar aos pais sobre o que é feito na escola.
Ao encontrar as
respostas de o porquê os pais não vinham à escola, os
professores ajudaram os pais a formar uma associação, num momento em que
ainda não havia leis para regê-las. E a participação dos pais não se
restringe somente às atividades propostas pela associação. No início de cada
ano, todos participam de um encontro de apresentação do “Plano Anual”. Os
projetos são avaliados mensalmente também pelos pais e há sempre um professor
disponível para o atendimento diário, se algum pai o solicita.
A
prática diz-nos, ainda hoje, que os pais têm dificuldade em conceber uma
escola diferente daquela que freqüentaram quando alunos, mas que, quando
esclarecidos e conscientes, aderem e colaboram. (PACHECO)
Antes de efetivar um projeto de
escola é preciso ter a participação da comunidade, pois um projeto de escola
educativa é um projeto de desenvolvimento da região em que a mesma está.
Os
Instrumentos Pedagógicos da escola da Ponte são:
- Definição dos Direitos e Deveres: a cada ano, os alunos decidem democraticamente na
Assembleia de Escola os direitos e deveres que consideram fundamentais
para aquele ano.
- Assembleia de Escola: atividade que reúne todos os alunos e
professores, em que são discutidas, analisadas e votadas medidas para
problemas na escola, de forma democrática, solidária, respeitando as
regras e visando ao bem comum.
- Comissão de Ajuda: é formada por quatro alunos nomeados para
resolver os problemas mais graves colocados na Assembleia. Dois desses
alunos são escolhidos pelos membros da mesa da Assembleia Geral e outros
dois pelos professores. As decisões dessa Comissão se guiam pelos
direitos e deveres definidos pelos alunos, que se comprometeram a
respeitar o estabelecido.
- Debate: tem caráter mais informal que as Assembleias e acontece todos os
dias – exceptuando-se os dias de Assembleia Geral –, possuindo duração
de trinta minutos. Destina-se à discussão sobre o que se fez durante o
dia de trabalho, através de jogos de perguntas e respostas. É nessa
ocasião que são preparadas as Assembleia.
- Biblioteca: ocupa o espaço comum, da área aberta da Escola, e
serve como espaço de encontro e de pesquisa.
- Caixinha dos Segredos: local destinado ao desabafo das crianças, que ali
depositam seus segredos, que muitas vezes revelam as razões da chamada indisciplina.
- Caixinha dos Textos Inventados: local sempre disponível a receber as criações
textuais imaginativas dos pequenos.
- Eu Já Sei: faz parte do objetivo de desenvolver a autonomia
dos alunos, partindo do processo de auto-avaliação. A criança então
escreve seu nome numa lista, informando que já considera que aprendeu e
está pronta para ser avaliada por um professor. Só então esta avaliação
se processa.
- Eu Preciso de Ajuda: a criança é estimulada a buscar todas as fontes
possíveis de informação que estão a seu alcance antes de pedir ajuda.
Esgotando suas possibilidades, o aluno pode escrever seu nome numa das
listas dispostas em diversos locais da escola. Posteriormente, um
professor organiza pequenos grupos de estudo para esclarecer o assunto
com quem tem dúvidas.
- Professor Tutor: o professor tutor acompanha de perto um grupo de 8 a 11 alunos, os quais
monitora o trabalho individualmente e faz reuniões sistemáticas duas
vezes por semana, mantendo também um contato estreito com os
encarregados de educação.
- Grupos de responsabilidade: Cada aluno e a maioria dos orientadores
educativos são responsáveis por algum aspecto do funcionamento da
escola. Os grupos reúnem-se quinzenalmente para tomada de decisão.
Algumas das responsabilidades atribuídas aos grupos são: Assembleia e
Comissão de Ajuda; Terrário Jardim; Clube dos Limpinhos; Refeitório;
Arrumação e Material Comum; Clube do Silêncio e Ajuda dos Direitos e
Deveres; Biblioteca; Jornal; Jogos e Vídeo; Computadores e Música;
Desporto Escolar; Recreio Bom; Murais; Mapas de Presença e Datas de
Aniversário; Correio da Ponte; Cabides e Guarda Chuvas;
·
Associação de
pais: No início
de cada ano, todos os encarregados de educação (pais ou quem faz o papel de)
participam do encontro de apresentação do Plano Anual. Ao longo do ano
letivo, os projetos são avaliados mensalmente, com o contributo dos encarregados
de educação. Em Portugal, a Associação
de Pais da Escola da Ponte é uma referência a nível nacional. (PACHECO)
Durante 25 anos a Escola da Ponte abrangeu alunos da 1ª à 4ª série,
atualmente trabalha desde a 1ª até a 9ª série. A escola recebe o apoio que os
governantes disponibilizam ao projeto, no qual foi iniciado após uma
avaliação realizada pelos alunos da ponte à pedido do Ministério da Educação
de Portugal, obtendo uma boa classificação. Entretanto, Pacheco critica essa ação do governo, pois o mesmo afirma que a classificação não é
o mais importante, esta não atribui significado algum.
É notório destacar que o modelo da Escola da Ponte se expandiu por outras
unidades escolares, públicas e particulares, e que não ficaram restritas à
Portugal. O professor José Pacheco explica que, esta escola demonstra que é
possível educar com liberdade plena e para a democracia e cidadania, segundo
a metodologia de Dewey.
No
Brasil, a Escola Municipal Desembargador Amorim Lima constrói uma versão
brasileira, inspirada no projeto português. Como explica Ana Elisa Siqueira,
diretora e idealizadora do projeto, a escola localiza-se no Butantã, bairro
da Zona Oeste de São Paulo, onde atende crianças de vários níveis sociais.
Preocupada com o alto índice de evasão escolar, faltas e o baixo rendimento escolar, buscou
questionar esses problemas apresentados pela escola na tentativa de propor
aos alunos uma educação igualitária, procurando, assim, despertar o interesse das crianças e
solucionar questões com indisciplina.
Contando com o
apoio dos professores, pais e a comunidade, como explica Ana Siqueira, o
trabalho em conjunto encontrou muitos obstáculos, porém conseguiu superá-los.
Após muitos estudos, pesquisas e uma visita à Escola da Ponte, foi redigido o
Projeto Político Pedagógico por
psicólogos, educadores, e de concordância com os pais e, no final de 2003,
apresentado por Gilberto
Frachetta, pai de dois alunos matriculados na escola, à Secretaria Municipal de Educação de São Paulo que não teve como recusar.
As mudanças foram
ocorrendo aos poucos, tanto na área física como pedagógica. Hoje, a Escola
Municipal Desembargador Amorim Lima é prova de que é possível mudar a escola
e a educação, mesmo que esta seja uma escola pública, relata a Diretora
Siqueira.
Contudo, José Pacheco lamenta que o
Ministério da Educação, tanto no Brasil como em qualquer outro país europeu,
proponha mudanças, reformas, mas o modelo tradicional continue o mesmo.
REFERÊNCIAS
ALVES, Rubem. A Escola com que sempre
sonhei sem imaginar que pudesse existir. Ed. ASA, Porto, 2001
CASIMIRO, Vitor. Escola dos sonhos
existe há 25 anos em Portugal. In: Educacional.
Disponível em: http://www.educacional.com.br/entrevistas/entrevista0043.asp
. Acesso em: 05 jun. 2009.
ITAÚ CULTURAL. Escola da Ponte, 2005. Disponível em: http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2132&cd_materia=1123
. Acesso em: 05 jun. 2009
JORNAL DA EDUCAÇÃO. Na Escola da Ponte o aluno estabelece o conteúdo e com
quem quer aprender. Disponível em: http://www.jornaldaeducacao.inf.br/index.php?option=com_content&task=view&id=493&Itemid=55#
. Acesso em: 05 jun. 2009.
WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre.
Escola da Ponte. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_da_Ponte
. Acesso em: 05 jun. 2009.
PROJETO EDUCACIONAL AMORIM LIMA. Disponível em: http://www.amorimlima.org.br/tiki-index.php?page=Amorim+Lima
Acessado em: 05 jun.2009.
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