DOAÇÃO DE COMPUTADORES AJUDA NA EDUCAÇÃO DE PESSOAS DE BAIXA RENDA
Portal RJTV – quarta-feira, 15 de julho de 2009.
Guardar objetos que a gente não usa mais não serve para nada, só para ocupar espaço e juntar poeira. Você já pensou, então, na possibilidade de fazer doações?
No caso dos computadores, a tecnologia avança tão rápido que equipamentos recentes já ficam superados. Mas eles podem ser muito úteis para os alunos do Comitê pela Democratização da Informática, o CDI, que oferece aulas gratuitas para pessoas de baixa renda.
A tecnologia é o que move o mundo da informática. Monitores modernos, teclados cheios de novidades.
“Em torno de dois, três, até quatro meses já modificou tudo. As peças já começam modificar, a mudar, a aumentar a sua velocidade. Fica tudo mais moderno”, conta o comerciante Leandro Novais.
Mas e quando você compra um computador novo, o que faz com o velho?
“A gente deixa ele jogado no canto e só quer saber de usar o novo”, diz um homem.
Pouca gente sabe, mas um computador já considerado ultrapassado, para muitos jovens representa bem mais que um equipamento antigo. É um começo de um aprendizado, a descoberta de uma profissão e a chance de um emprego.
Os cursos do CDI dependem das doações de equipamentos de informática. No Sul do estado, dois mil jovens são atendidos por ano em cinco cidades. Seis cursos são oferecidos de graça.
“Eu não tenho condições de pagar um curso. Aqui o curso é grátis e através deste curso eu sei que eu vou poder ter um emprego e ter o meu ganho”, conta a aluna Josiane Rodrigues.
Paula já foi uma das alunas. Hoje, é professora e ganha um salário mínimo por mês.
“Comecei aqui estagiando, agora eu estou aqui como professora. Os alunos muito legais. Eu aprendo com eles e ensino também”, diz a professora Paula Heringer.
E quanto mais computadores são doados, mais adolescentes podem participar dos cursos. Algumas máquinas chegaram há poucos dias e foram doadas por um banco que modernizou o sistema de informática. Uma boa notícia depois de um mal período. Foram cinco meses sem doações.
“Às vezes a pessoa quer mais desempenho, uma máquina para jogo, então ela acaba descartando uma máquina que é boa, que roda coisas autuais, pacotes de escritório atual, coisas atuais e descartam por falta de conhecimento mesmo. Então é importante as pessoas estarem se conscientizando que essas máquinas podem fazer a diferença para outros trabalhos”, diz o coordenador do CDI Raoni de Souza.
Fonte: http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL1230237-9101,00.html