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AULA TEATRAL DIVIDE OPINIÕES DE ALUNOS DE CURSINHOS Site Terra, domingo, 28 de
outubro de 2007, 12h49. Regra em quase todos os cursos preparatórios para
o vestibular, as aulas mais descontraídas e até mesmo "teatrais"
não são mais uma unanimidade entre os vestibulandos. É o que dizem os alunos
de cursinhos de São Paulo e Porto Alegre. Enquanto uns gostam da abordagem
mais leve de temas complicados, outros acreditam que as brincadeiras de
alguns professores são um elemento que causa dispersão. É o
que defende a paulistana Caroline Leal, 17 anos, aluna do cursinho Anglo, em
São Paulo. A estudante, que tenta no fim do ano uma vaga na faculdade de
Psicologia, acredita que compreende melhor as aulas de professores mais
sérios. "Eu entendo que as brincadeiras funcionam como uma forma de
prender alguns alunos, mas às vezes eu me distraio com elas." Já a
amiga de Caroline, Priscilla Murad, 18 anos, discorda, e defende a
descontração em sala. "Ano de vestibular já é tão estressante que essas
brincadeiras acabam aliviando um pouco a pressão." A jovem disputará, no
fim do ano, uma vaga no concorrido curso de Engenharia da Universidade de São
Paulo (USP). O
também paulistano Rogério Della Manna, que estuda no Objetivo, não vê muitos
problemas nas brincadeiras dos professores. O aluno de 17 anos quer uma vaga
no curso de Ciências da Computação e avalia que o excesso de alunos por sala
prejudica o aprendizado. "É muita gente para um professor só
administrar. Quem não tem o mesmo ritmo da maioria fica para trás." Mas
ele elogia o preparo acadêmico dos professores e o material didático.
"As apostilas de cursinho são completas e bem preparadas. É exatamente o
que um vestibulando quer: algo que realmente ajude a passar no
vestibular." A
opinião de Giovana Rezende, 18 anos, é parecida. Também aluna do Anglo, e
candidata ao curso de Direito, gosta do apoio que o cursinho dá. "Se
ficou alguma dúvida na aula, é só procurar os professores do plantão. É bom
sentir isso, parece que o cursinho inteiro está trabalhando para que você
consiga entrar na faculdade que deseja." Para
ela, o número de alunos em sala não atrapalha, mas considera que um dos
vilões é o telefone celular. "A maioria desliga, mas tem sempre um sem
noção que esquece. Quando toca, o professor dá bronca, mas aí a concentração
da turma já foi embora." Os
vestibulandos de Porto Alegre têm opiniões semelhantes. Alguns alunos do
"terceirão", o ano letivo que corresponde ao terceiro ano do ensino
médio, porém com mais ênfase para o vestibular, não vêem problemas na
descontração dos professores. É o
caso de Thaís Ferreira, 18 anos, do Unificado, e que pretende cursar
Psicologia. "O cursinho é melhor porque os professores são
engraçadinhos, fazem piadinhas. Não são aquelas velhinhas de saia",
brinca, fazendo referência a um estereótipo de professor comum no passado.
Ela, entretanto, critica o excesso de alunos por sala. "O pior das aulas
de cursinhos é o número de pessoas. É muita gente". Candidata
a uma vaga no curso de Jornalismo, Letícia Zluhan, 17 anos, acredita que o
método dos professores de cursinho é mais adequado. "Nas aulas do
cursinho é mais fácil de aprender os conteúdos. Não é nem que os professores
sejam mais qualificados, mas eles sabem melhor como ensinar os
estudantes." Para
Christian Soder, 17 anos, o cursinho tem uma maior qualidade de ensino.
"O melhor do cursinho é a qualidade de ensino. Os professores são
melhores. A escola não te proporciona todo o conhecimento necessário para o
vestibular. Outra coisa boa é a orientação que eles te dão. Eles sabem te dar
as dicas boas das provas", defende o aluno do Universitário que tentará
uma vaga no curdo de Direito. Douglas
Moraes, 19 anos, também é só elogios. Ele admite que existem momentos de
dispersão, mas não acredita que isso chegue a comprometer as aulas. "Não
acho que tenha algum coisa ruim. Até tem um pouco de bagunça, mas é uma
bagunça controlada." http://noticias.terra.com.br/vestibular/interna/0,,OI2024702-EI8281,00.html |